As relações humanas na gestão

A qualidade nas relações humanas é um elemento importante dentro do espaço corporativo, bem como no ambiente religioso, quando se destina ao atendimento dos fiéis paroquianos, como nas ações pastorais, e entre outras realidades eclesiais. Hoje, na posição de líder percebo como esse fator é determinante para o fortalecimento e crescimento de uma instituição, seja secular ou religiosa.

Percebo que muitos líderes direcionam certos esforços e atenção apenas para o gerenciamento dos recursos financeiros e materiais. Preocupam-se com a redução de custos, com o alcance de metas, com a melhoria dos processos, mas esquecem de agregar ao seu modelo de gestão, uma preocupação verdadeira com a qualidade nas relações, o que acredito ser primordial nos dias atuais.

Sob meu ponto de vista, adotar um modelo de gestão no qual o cuidado com os recursos humanos é delegado para segundo plano, é um dos principais equívocos que um bom gestor pode cometer. E quando afirmo isso, não estou querendo dizer que as questões administrativas ou técnicas não são importantes, mesmo porque sei que delas resultam a saúde financeira de toda empresa, mas quero apenas lembrar que tão importante quanto esses componentes é a manutenção constante da qualidade nas relações com os nossos recursos humanos.

O dia a dia tem me mostrado que o coração de uma empresa está nos seus recursos humanos. São eles que fazem a nossa empresa pulsar, que fecham contratos, que atendem os clientes ao telefone, que fazem as máquinas funcionarem, que oferecem ideias inovadoras, e mais ainda, são eles que se propõem a permanecer oito horas diárias trabalhando dentro de nossas instituições, passando muitas vezes mais tempo com os companheiros do trabalho do que com as suas famílias.

E nesse contexto, é importante também que o clero perceba que a relação com os seus colaboradores, leigos, seja vivenciada sempre por um clima saudável, verdadeiro e acima de tudo, notar que um modelo de gestão eficaz acontece quando existe abertura para um relacionamento profético, ou seja, saber incorporar atitudes que despertem um compromisso vivo e experiências significativas na comunidade de vida e de fé.

Nesse sentido, associado a estes parâmetros, certamente, o universo eclesial não fica de fora, pois o mundo está dinâmico e a capacidade do gestor (religioso) tratar destas questões como parte de seu trabalho cotidiano, faz com que vislumbre novas atitudes para o bem da comunidade.

O fato é que precisamos reaprender a nos relacionar de forma que nossos colaboradores e fiéis sintam segurança na missão destinada a cada um em particular. Ou seja, devemos nos preocupar com o presente e olhar para o futuro de nossos relacionamentos e como equacionar os trabalhos gerenciais seja na paróquia, comunidade religiosa, entidade ou empresa. Desse modo, é importe saber ouvir e ser ouvido, como também levar adiante e ampliar o campo de ação, impulsionando-nos com sonhos e realidades, e aprender valorizar os talentos e a potencialidades que cada um carrega dentro de si. Pense nisso!

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