Um novo tempo para a Evangelização na era digital

Atualmente  não é difícil listar as mídias digitais disponíveis ao nosso alcance para transmitirmos as mensagens que desejamos. São vídeos e televisores digitais, internet, celulares e uma variedade de aparelhos com tecnologia que não nos deixam dúvidas de que realmente abandonamos a era analógica para abraçarmos a era digital.

Uma das coisas que mais me instiga nas mídias digitais, em especial a internet, é a possibilidade de integração e mobilização que ela traz para todos nós. Por meio dos recursos encontrados na internet, conseguimos promover campanhas em prol do apoio financeiro a países em situação de calamidade, protestar contra órgãos, instituições ou personalidades que representam algum mal para a sociedade ou nos unir para ações que visam o bem comum.

Não são poucas as empresas que conscientes desta realidade se apropriaram das mídias digitais para dar maior visibilidade aos seus produtos e serviços. Afinal, com o apoio das mídias digitais já é possível instituir campanhas promocionais e institucionais em prol de determinada marca e o mais importante, atender prontamente as necessidades e solicitações dos clientes e, em contrapartida, receber um feedback mais rápido em relação aos serviços prestados.

A Igreja, nesse tempo e espaço, não ficou alheia a esse fato e se apropriou destes mesmos recursos e meios de comunicação para promover e fortalecer sua missão. Hoje, já são inúmeros portais, sites, hotsites e redes sociais voltados para aqueles e aquelas pessoas de fé envolvidas direta ou indiretamente com a evangelização. E o nosso Papa Bento XVI incentiva o uso das mídias, orientando para que favoreçam sempre um diálogo autêntico, oferecendo ao povo cristão uma formação sempre voltada para verdade. Desse modo, atento-me para o que exorta o Concílio do Vaticano II, no Decreto Inter Mirifica – sobre os Meios de Comunicação Social – “portanto, compete à Igreja o direito nativo de empregar e possuir toda sorte destes instrumentos, enquanto necessários e úteis à educação cristã e a toda a sua obra de salvação de almas; e aos Sagrados Pastores cabem a tarefa de instruir e dirigir os fiéis de forma que, também eles, com o auxílio destes meios, logrem seu próprio bem-estar e perfeição, assim como o de toda a família humana” (IM 1464).

Nesse sentido, é bom lembrar que a Igreja se comunica de forma íntegra e cuidadosa, porque a dimensão alcançada se pauta pela novidade que hoje circunda uma realidade objetiva e favorável pela propagação do Evangelho, por meio das mídias. Aliás, utilizar as mídias digitais constitui uma forma de imersão em uma cultura a partir da comunicação. Desse modo, as mediações por meio delas trazem ao universo eclesial um espaço de construção de identidades e espaço de configuração de comunidades que valorizam o ser religioso, isto é, as mídias digitais compõem hoje um cenário além de virtual, possuem objetivos claros, onde podemos vislumbrar uma comunicação combinada com os propósitos e a missão da Igreja, que é Evangelizar.

Portanto, ao contrário de muitos, vejo as mídias digitais não apenas como um empreendimento que reflete o nosso enorme avanço tecnológico, mas principalmente como um poderoso instrumento de prestação de serviço social.

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