#1 ano depois… Jornada Mundial da Juventude. O que ficou de bom?

Qual foi o legado da Jornada Mundial da Juventude?

Acompanhei de perto os esforços da Igreja para realizar, primorosamente, um dos eventos mais importantes da Igreja Católica no mundo que aconteceu no Brasil em julho de 2013: A Jornada Mundial da Juventude – JMJ Rio 2013. Tanto a Arquidiocese do Rio de Janeiro, cidade onde o evento aconteceu, como a CNBB, responsável pelos eventos pré-jornada, não mediram esforços para fazer uma das mais acolhedora e, principalmente, evangelizadora de todas as JMJ’s. Vi, ainda, a preocupação da Igreja em deixar um legado pastoral quando a JMJ RIO 2013 se findasse, beneficiando assim toda a Igreja no Brasil, aproveitando da oportunidade única de ter sediado esse importante evento. Mas como as paróquias e comunidades de todo o Brasil estão se beneficiando individualmente dos efeitos da JMJ?

Os eventos da pré-jornada, como o “Bote Fé”, por exemplo, que aconteceu nas principais arqui-dioceses do Brasil em todas as regiões do país, cumpriram o seu papel, prepararam a Igreja para receber a JMJ? Os eventos “Bote Fé” têm tido seus legados aproveitados pelas arqui-dioceses e paróquias por onde foram realizados? Um rápido olhar no que foi feito nos dá uma pequena visão do que foi desperdiçado e não aproveitado dos benefícios que a JMJ RIO 2013 nos deixou – ou poderia ter deixado de legado.

Milhões em publicidade e eventos foram investidos na divulgação e preparação da Jornada. Valeu a pena? Dentro e fora dos muros da Igreja, a JMJ RIO 2013 foi, com todos os seus problemas de bastidores, um dos temas mais falados no Brasil. Se a Copa do Mundo de Futebol trouxe para o país 300 mil pessoas e as Olimpíadas de 2016, também na cidade do Rio de janeiro, prevê receber 600 mil turistas, a JMJ Rio 2013 reuniu mais pessoas que esses dois eventos juntos. E daí, qual o legado disso?

Temos que agradecer a Deus pelo presente que nos deu em sediar a JMJ 2013. Mas temos que avaliar as falhas cometidas por todas as partes, antes, durante e depois do evento. A Instituição católica ficou evidenciada, para o bem e para o mau. Valeu a pena? Usando uma linguagem de mercado, o “Brand”¹ da Igreja católica perdeu uma excelente oportunidade de potencializar seu “Market Share”². A sua comunidade se beneficiou da JMJ Rio 2013? Não era o momento de muitos irmãos afastados voltarem pra casa? Estava ali uma grande oportunidade para “resgatar o papel do sacerdote como formador de opinião” (DA 497 a), conseguiu-se? Pense nisso e avante!

 

¹Marca

²Participação no mercado

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